segunda-feira, 5 de abril de 2010

Feliz Páscoa e tudo mais...

Bem, é claro que serei desculpada, afinal, na Páscoa, eu estava no início da recuperação da minha cesárea...

O parto foi ótimo, e a Laisinha já está presente entre nós, tornando nossas vidas divertidas noites em claro e um mundo de novas descobertas...

Nunca achei de fato que fosse me sentir assim, tão boba de amor que mal consigo falar...
Posso ficar horas olhando pra ela, em total admiração e amor!
E apesar das dores nos pontos e nos peitos, nada, NA-DA se compara àquela cara linda acordando e se espreguiçando...

O coelhinho foi generoso, trazendo uma filkha perfeita e, claro, um ovo sensação da Nestlé, que eu não vivo sem... quase morriiiii comendo, apesar dos apelos das amigas dizendo que daria cólica na Laís... Acho que ela vai ser chocólatra tb, por que além de não dar cólica...ela mama mais quando eu como chocolate! hehehe

Enfim, tentando organizar uma rotina com a chegada da nova integrante da família...a casa aquela bagunça...coisas de nenê por todos os lugares e aquele cheiro de bebê johnson pela casa...

Sem preço!

Xoxo

sábado, 27 de março de 2010

Os Nardoni

Parece nome de seriado policial... "Os Nardoni" lembra "Os Aspones"da Fernanda Young...

Ok, li um texto agora no blog da  Menina de Óculos que me fez soltar um UAU!

Sim, nós, o Brasil, tratou o caso Isabella como uma final de BBB: aguardávamos quem sairía do paredão, como seriam os votos, quem ganharia a disputa...
Pessoas pediam à Ana Carolina mãe da Isabella que aparecesse na janela do prédio e abanasse (celebridade??), tal qual Madonna e Jesus Luz.
O promotor virou herói de um povo cansado de injustiças, onde uma pontinha de esperança é renovada após a condenação de um casal assassino de crianças...

A que ponto chegamos?

Chegamos a um ponto onde devemos nos contentar em celebrar o que deveria ser inevitável e não o impensável... alguém ainda tinha dúvidas que o Casal Nardoni seria condenado? Claro que sim!!!
Num país onde tudo que acontece vira pizza, dinheiro na cueca, decoro e vergonha, não admiraria que um casal que jogou uma criança do sexto andar saísse impune...

Aaaah, mas dessa vez foi diferente...não por que a imprensa se meteu (eles sempre se metem) mas porque lidou com algo muito maior que milhões desviados: lidou com a morte de uma menina inocente, um retrato de uma mãe desesperada e, o maior de tudo, o retrato de pai e madrasta COMPLETAMENTE INABALADOS DIANTE DA BARBÁRIE.
Estou falando...se eles tivessem, do começo, feito um escândalo de choro e vela, talvez o resultado do juri tivesse sido outro.

Adoramos um drama, bem À La BBB. Adoramos um vilão que chora, que se arrepende.

Devaneio meu, como tudo nesse blog. É claro que desde o começo eu fiquei com raiva dessa gente...por ter agredido, por ter matado, mas ainda mais raiva por ter demonstrado uma frieza difícil de se entender quando se trata de uma criança.

Meu Deus, as pessoas perderam o coração em algum degrau que leva à subida e, ao invés de ir buscar, deixaram quem vem atrás pisotear em cima...

Espero que a superexposição desse caso chame nossa atenção pra algo maior que um caso que foi fechado de acordo com o voto popular (sim, todos queriam que eles fossem presos). Espero que as pessoas comecem a achar que a atitude cometida, o crime, o ato, sejam realmente hediondos, sejam cruéis e passível de punição, e não apenas por ser uma criança, mas por ser um ser humano.

Xoxo

quarta-feira, 24 de março de 2010

Humpf!

Ninguém avisa que quando crescemos os problemas não batem à nossa porta... eles vem "a cavalo", como diria meu pai.
E, é claro, como não poderia deixar de ser, tudo que tem que acontecer, acontece junto e aos borbotões, atropelando nossa autoestima, nossa inabalável fé na vida, nossa capacidade, até agora ilimitada, de reverter as mais diversas situações.

Enquanto crianças ou adolescentes, nossas preocupações são apenas o que e quando comer, sair e festear.
Ninguém avisa, nas incontáveis broncas que levamos, que crescer não é fácil. Nos impõe o crescimento e responsabilidades, mas esquecem de dizer e, por que não, ensinar, que ser adulto exige muito mais do que um emprego que pague contas e um terninho bem cortado.

Ser adulto exige que se vista uma máscara de autocontrole 24hs por dia. Exige que pensemos muito mais que 2x antes de dizer-fazer-pensar alguma coisa. Exige que tenhamos uma paciência fora do normal, nas mais diversas situações.

Ás vezes, só as vezes, eu gostaria de esquecer que tenho a idade que eu tenho, me enroscar em minhas longas pernas magrelas, abraçar os joelhos e me dar o direito ao choro copioso sem culpa. Mas, droga, tenho muita coisa pra fazer e muitas pessoas pra pensar a respeito. Então, seco as poucas lágrimas que teimaram em cair bobas pelas minhas bochechas, sacudo os ombros e a poeira e lá vou eu mais uma vez, altiva, austera, imponente com meu queixo levantado e meu nariz sobressalente enfrentar o mundo e combater seus demônios... e os meus também.

E quando, à noite, eu deito na cama e a única que eu peço é uma noite bem dormida de sono, os demônios, eles, com um riso sarcástico e baixinho, me cutucam no ombro e sussurram em meu ouvido o troco do combate, me dando muito mais do que uma noite inteira acordada: me dando momentos de uma total falta de lucidez e insanidade.

Quando acordo de sobressalto, achando que foi tudo um sonho ruim, ainda posso escutar seus passos nas escadas da minha casa...

Xoxo

sexta-feira, 19 de março de 2010

Desamores e Grandes Esperanças - O Filme

Pessoas. Corpos. Feeling. Toques.
Relações são feitas disso, não importa que tipo de relação.
Há muito tempo atrás, em uma galáxia muito distante, em um tempo sem muito apego, corações eram jogados às margens de rios sem nada de amor.
Depois, aquele monte de lágrimas rolavam bochechas abaixo, incompreendidas, irrefutáveis, lamentáveis...

Depois de algum tempo me dei conta de que a Lei do Retorno Triplo existe e funciona...e como eu tomei... e em retaliação eu fazia mais, por que afinal, eu sou "fodona" e posso me dar ao luxo de escolher de quem gostar e o que fazer quando dá errado (geralmente envolvia festas intermináveis + bebidas em enorme quantidade + risadas escancaradas cheias de mágoas + ressacas intermináveis no dia seguinte + histórias engraçadíssimas com as amigas).

Hoje me vejo ás vezes dando conselhos e dicas para algumas pessoas que me pedem, e lá vou eu, com os mesmos dogmas antigos que funcionaram pra mim, exclusivamente, por que afinal eu sou quem eu sou e eu tenho esse tipo de personalidade corrosiva e tóxica. De tanto apanhar, aprendi a bater melhor.
O que eu não tinha me dado de conta é que as meninas de hoje são diferentes de mim quando eu tinha 18/20 e poucos anos. Os interesses são outros, o comportamento é outro, as ambições são outras. E, é claro, a resposta às ações são diferentes também. Não posso esperar que alguém que esteja passando por problemas hoje, faça o que eu faria e dê certo. Deu certo comigo porque deu, sem muitas razões explícitas.

Ontem estava eu confabulando com uma das minhas irmãs e chegamos à conclusão que, cara, como a gente não sofre
Toda vez que nos metíamos em roubadas, de certa forma sabíamos que ia dar merda e então encarávamos a situação como "azaaaaaar...relaxa e goza (tal qual Martha Suplicy!)".
E daí quando batia forte, com aquelas pessoas que, caralho, queremos ficar e simplesmente não dá certo por N razões, engolia-se o choro e "Bora pra festa de novo"!

Bem, demora para percebermos algumas coisas óbvias, como "se eu não me amo, ninguem vai me amar".
E excesso de auto-confiança, medo de se envolver, capacidade ilimitada de machucar os corações alheios são apenas uma forma masacarada de falta de amor próprio.
Melhor bater antes e perguntar depois. Melhor machucar antes e desculpar-se depois.
Melhor largar fora antes de se envolver, e depois correr atrás e ver se ainda dá tempo de recuparar aquele coração. Falo de mim exclusivamente, de mais ninguém.
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Tem um filme chamado Grandes Expectativas (com a Gnyneth Paltrow e Ethan Hawke), adaptação de um livro do Charles Dickens "Great Expectations" que conta a história de uma artista apaixonado por uma bela e fria mulher, criada por uma tia louca decepcionada com os homens.
Em determinada cena, depois da menina ter feito gato e sapato dele e casado com outro sem ele saber, ele para em frente a tia da menina, pega a mão dela, coloca em seu peito e pergunta
"Sabe o que é isso? É o meu coração. E ele está machucado. Você pode sentir isso?"


Parte do filme Grandes Esperanças!

Ok, pieguisse de lado, a cena é fortíssima (link acima) por que nunca nos damos de conta que estamos machucando alguém pois estamos sempre preocupados em nos satisfazer emocionalmente ou fisicamente.


Só nos damos de conta do quanto machucamos alguém quando acontece conosco.

E quando não acontece conosco acabamos assim, escrevendo em blogs teorias pobres a respeito de corações machucados com frases piegas...

xoxo

terça-feira, 16 de março de 2010

No more Mr. Nice Guy...

Sabe que hoje eu tava pensando, entre minha dor de cabeça e o urologista da minha vó, que eu tenho que parar de fingir que sou uma pessoa normal e educada...
Por que fingir cansa... tipo, acho que fingir não é a palavra, mas enfim, gastamos uma energia enooooorme nos controlando diariamente para sermos tolerantes, educados, gentis enquanto o resto do mundo parece não estar nem aí...

Não sei se são os hormônios gestacionais que estão me deixando mais irritadinha que o normal, só sei que meu nível de tolerância está diminuindo á medida que a minha pança está crescendo...e ela está bem grande a esta altura!

Não gosto de falta de educação e não penso em ser um mau exemplo pra minha filhota, mas é um sacoooooo quando tu parece ser uma das únicas pessoas que realmente se importam em falar a tríplice da boa educação (por favor, obrigada, com licença), em ser gentil no trânsito, em prestar um bom atendimento.

Eu trabalho prestando atendimento aos mais diversos tipos de clientes, dos mais insuportáveis aos que se tornam amigos e, acreditem, nunca nennhuma reclamação foi recebida... posso me posicionar sem ser mal educada.

Exemplo? Fui à OI contratar um serviço de telefonia fixa e a guria foi tããããão mal educada, que eu não contratei. O olhar displicente, a falta de boa vontade, reclamações, mal atendimento mesmo...e daí pergunto: what the hellllll? O que eu tenho a ver com teus problemas? (ema-ema-ema, cada um com seus problemas!)

Tô dizendo CHEGA  de ser boazinha...que saco!


segunda-feira, 15 de março de 2010

Hoje

Segunda-feira, 15 de março de 2010

E eu em casa com uma vontade imensa de botar pra fora um monte de histórias velhas...
O Leandro dormindo maaaal da sinusite...
Minha barriga enoooorme (parece que vai explodir a qq momento!)...
Várias coisas pra fazer e eu com-ple-ta-men-te sem saco...
O dia com cara cinza e calorento...

Tô sem saco, sem criatividade, cansada e sem paciência, mas com uma felicidade meio mórbida e um meio sorriso sarcástico no rosto...vai entender... vai ver é esse dia nem feliz nem triste...

Tô naqueles dias que um tanque de guerra e um saco de granadas fariam minha felicidade...
ahuahuahs

Xoxo

sábado, 13 de março de 2010

Para um sábado nublado...

"E se me achar esquisita,
respeite também.
até eu fui obrigada a me respeitar."
 
"Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito"
 
"...Mas tenho medo do que é novo e tenho medo de viver o que não entendo - quero sempre ter a garantia de pelo menos estar pensando que entendo, não sei me entregar à desorientação."
 
"Porque há o direito ao grito. Então eu grito."
 
"Sou uma filha da natureza:
quero pegar, sentir, tocar, ser.
E tudo isso já faz parte de um todo,
de um mistério.
Sou uma só... Sou um ser.
E deixo que você seja. Isso lhe assusta?
Creio que sim. Mas vale a pena.
Mesmo que doa. Dói só no começo."

EU AMO CLARICE LISPECTOR!!!!!