sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

A morte de um conhecido meu hoje me deixou pensativa... Nunca estamos preparados para a morte, não importa o quão desprendidos sejamos.
Penso em todos aqueles momentos de puro pensamento e remorso que toma conta dos que ficam... As brigas, a possibilidade de nunca mais poder olhar nos olhos de alguém pra pedir desculpas ou dizer que ama. Uma vida que é cortada abruptamente, ‘do nada’, deixando só a poeira pra trás...
Penso nos momentos que esperamos para revelar sentimentos, nos momentos que pensamos duas vezes antes de dizer coisas importantes pra alguém, nos momentos que viramos as costas, irados, e vamos embora sem olhar pra trás durante uma briga...e se for a última vez que vemos aquela pessoa? E se nunca mais tivermos a chance de dizer que “tu é um idiota mas eu te amo!” ou “tu me magoou mas eu te perdôo”?
Eu ficaria arrasada! Impetuosa e impulsiva como sou,eu ficaria "wasted" de não ter chances de me retratar com alguém, de saber que existiu uma mágoa entre nós que nunca será curada e que eu nunca, por mais que tivesse repetido, teria dito vezes suficiente que eu amava alguém.
Tenho certeza que a família dele tb tá assim. Arrasada por que perdeu um ser amado, mas ainda pior por não ter dito mais uma vez a importância que ele tinha; ou não ter brigado mais pra ele não sair de casa; ou por não ter relevado aquela discussão idiota que tiveram...
O que me faz pensar é na fragilidade da vida. E na força imponente que ela tem de nos fazer miseráveis e com saudade.
A partir de hoje, como lição e aprendizado, não deixarei meus amores saírem de perto de mim sem uma palavra de afeto, por mais irada que eu esteja. Pode ser a última vez que eu esteja os vendo. Pode ser a última vez que eles estejam me vendo.E pode ser apenas mais uma breve separação, para logo, um alegre reencontro. Mas já que não sei, não vou arriscar e nem privar as pessoas de saber a felicidade que elas me causam por simplesmente estarem vivas ao meu lado...
Vá em paz

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Dicas

Em tempos de crise, todo mundo sabe a receita da felicidade!
Eu, não sou diferente! E antes de cortar os pulsos, vale a pena tentar as dicas abaixo...vá que dê certo!!!


10 coisas legais – ou nem tanto - pra se fazer em época de crise:

1 – Tomar banho de mangueira: siiiim, quem nunca fez isso!? E não é bom? Se ta calor e falta verba pra prainha, dá-lhe mangueira!!!!
2 - Reformar roupas: pode usar o termo “customizar” pra parecer menos pobre, mas a questão é reformar mesmo. Cortar aquela calça, aplicar tecidos em blusas, bordar coisinhas em biquínis...
3 – Fazer uma “Garage Sale”: o termo sugere aqueles brechós que fazemos na garagem. Vai dizer que não guardamos um monte de tranqueiras que nunca usamos, aquelas roupas da irmã mais velha podres de brega com franjas, aquelas roupas da mãe...vamos vender e fazer dinheiro!
4 – Crise + lei seca!? Nada de beber nos butecos! Alivie seu fígado consumindo mesmo ceva e consequentemente, poupe uma grana e diminua a barriga. Sugestão três em um!!!!
5 – Leia. Custa nada, enriquece culturalmente, melhora o vocabulário e sempre temos aquele livro empoeirado que estamos prometendo ler a vários anos...
6 – Vire profeta: o que todo mundo quer e precisa é de alguém que lhes diga o que fazer, quando e onde. Vá lá e tire essa pessoa da agonia!!!! Fale o óbvio, claro e abuse de frases feitas como: “ vejo um pessoa maravilhosa em seu caminho”, “aquela mulher morena/loira está cercando teu macho”, “vc vai receber uma herança”. Dar um pouco de esperança não faz mal a ninguém!
7 – Organize sua vida. Não dá pra sair por que falta grana? Arrume a casa, o quarto, bote fora as coisas velhas, faça circular as energias
8 – Parou de malhar? Malhe em casa! Hoje em dia, as revistas ensinam várias coisas que podemos fazer em casa. O negócio é não parar.
9 – Tome banho gelado. Convenhamos, com esse calor, é até bom!!! Economiza luz, a pele fica linda e o cabelo sedoso!
10 – NÃO PERCA A FÉ. NEM O BOM HUMOR. Vai dar tudo certo! Tá todo mundo no mesmo barco, o negócio é não deixar a peteca cair. Com um sorriso no rosto, fica mais fácil encarar os problemas. Foi o profeta que disse... hehehe

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

"Updateando"

A ausência se deve à lua de mel...praia, recém casados, uma maravilha...
Enfim, casei-me. E casando-me desejo ser cada da mais feliz. E com toda essa felicidade desejo fazer meu gato mais feliz. E nós dois, no meio desse turbilhão de momentos inesquecivelmente felizes, emanaremos uma energia tão doce que o mundo ficará mais rosáceo!!!!
E eis que daqui alguns anos, quando nossas barrigas crescerem, as rugas aparecerem e o mau humor característico aumentar, olharemos pra trás e... daremos muitas risadas!!!! Sim, porque Leandro e eu rimos muito, conversamos muito, debatemos muito...
Minha vó, sempre ela, me disse uma vez: "Casa com alguém bom de conversa. Por que beleza passa, o "fogo" passa, o que fica é a cumplicidade.". Sábia Vó, como sempre.
A gente conversa. E o melhor: a gente fala a mesma língua! Por isso estamos juntos. Por isso ficaremos juntos.
AMO!
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Ontem fizemos uma versão on line do encontro da Santíssima Trindade. Helen, a "menina-mulher"; Fê, a "mãezona" e eu, a "pimentinha", batemos um animado papo via msn. Helen está na Rússia, curtindo um verão de -12° e trabalhando em uma rádio. Quando nos falamos, ela estava na Finlândia (hotéis na beira da praia tornam-se bem menos atrativos com uma sensação térmica de -15°). Foi tão bom sentir que, apesar da distância e dos compromissos, uma amizade de vários anos permanece intacta! Bom saber que nos entendemos tão bem, que nossas opiniões discordam e o melhor do debate é que sempre, SEMPREEEE, acaba com altas risadas. Fê, a mãezona, com sua sábia doçura contemporizando analiticamente uma Helen, mais-menina-que-mulher e uma Réka particularmente apimentada... muito bom!
Aniver da Helen ontem. Me senti presenteada com o papo, e fico certa de que Helen tb!
Gurias, amo vcs!
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No mais, meu word não funciona. Não tenho uma tal "clave del producto" que pede. Whatever.
Tb ainda tenho docinhos do meu casório. Ganhamos vários presentes.
Sou chata, to assistindo discovery channel agora. E concordo muito com a Camy: ODEIO BBB, acho ridículo, vazio, falso, hipócrita. Heróis? Heroína sou eu que ganho pouco e faço milagre!!!!
Mas o bom é que nascemos com livre arbítrio; com o poder de escolha; com liberdade para ir e vir. E eu escolho não assistir essa merda.

sábado, 10 de janeiro de 2009

É Hojeeeeeeeeeeeeeeeee!!!!!

To nervosa. Não importa as sensações anteriores, não importa que já tenha crescido e tenha vivido várias coisas. Hoje, estou à flor da pele...
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Hoje, ás 19h caso com o cara que tenho certeza que é o homem da minha vida, que eu tenho certeza que vai me fazer feliz, que vai me ajudar a crescer de mãos dadas com ele...Hoje, nos enlaçamos definitivamente, selando nossa vontade de ficar cada vez mais junto...
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Hoje, depois de muito tempo, é o dia mais importante e feliz que estou tendo. É um dia que me certifica da importância que eu tenho para as pessoas e elas à mim. Hoje eu consigo sentir o amor da minha família; das minhas amigas toda a festa; da família dele todo o carinho...
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Ta chovendo, desde quinta.
Uma sábia amiga me disse uma vez que a água é essencial para fazer as plantas crescerem...
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Gato, te amo muitooooooo! Nossa felicidade vai crescer mais e mais a cada dia!

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Então (que saco!) é natal...

A conformidade talvez seja a pior posição a respeito de algo. Quando sabemos que as coisas não mudarão, ou ainda, piorarão, o sentimento de impotência aumenta e então, apenas nos conformamos...
Foi assim de uns anos pra cá.
Todos ao meu redor sabem que eu não curto natal. Ano passado fizemos até uma comemoração Anti-Natal, com muito whisky e risadas e nenhuma reflexão. Todo mundo sabe que nessa época, minhas garras crescem, eu fico mais estúpida e dou chocotones às amigas por que amo elas – e só.
Me conformei a ver e crescer com um natal cada ano mais falso. Quando eu era criança a festa era linda, jantávamos todos juntos, ríamos, fazíamos festa mesmo. Celebrávamos o amor em família. Hoje, um jantar e um feliz natal morno escorrem junto às propagandas de TV parceladas em 24x sem juros. Depois da ceia queremos festa e trago... e só.
Me conformei em ver, com o passar do tempo, a família ficando cada vez menor, cada vez mais individual. A ver o consumismo aumentar, a violência aumentar, o descaso aumentar e a caridade virar rótulo de celebridades de 15 minutos. E me conformando acabei desistindo de pensar que o natal deste ano poderia ser diferente...
Hoje, o natal pra mim representa uma instituição falida em busca de donativos; tentando uma sobrevida que dure 11 meses. Uma falsa imagem de compreensão, de atitude positiva, de amor passada ao próximo apenas enquanto tem alguém olhando. O natal faliu. Minha crença, que faliu a muito tempo, só faz concretizar uma frustração de que nada novo vai acontecer esse ano que me faça mudar de idéia.
A conformidade pode ser a pior posição; lutar contra uma maré de oportunistas natalinos é ainda mais frustrante que não sentir uma compaixão natalina forçada.
Será que cristo, hoje lá de cima, vendo as pessoas gastando o salário todo em presentes que não precisam pra pessoas que muitas vezes não gostam, sente-se homenageado? Não vejo uma oração na mesa de natal a anos, e a impressão que tenho é que não sabemos mais como orar ou agradecer.
Minha fé é grande e inabalável; e as pessoas ainda surpreendem-se quando digo que não gosto de natal (-credo!!! É o nascimento de Jesus!), mas não deixo de questionar o sentimento contraditório que me causa um dos feriados mais populares mundialmente: não vejo sentido no natal, não gosto da janta, dos cumprimentos tampouco dos presentes, acho tudo sem propósito e falso demais.
Não me conformo que com toda essa violência, esse descaso como disse, esse samba louco que corre as ruas e nos faz entorpecer em uma festa religiosa; não me conformo com essa distância entre membros da própria família, salva de tiros comemorando a meia-noite, quebra de taças brindando champagne de mau gosto.
Pior que não enxergar é não ver.
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Minha vó, na sabedoria de seus 90 anos, me disse ontem que "Deus, em sua glória, nos concede a dádiva de com o passar do tempo ir ganhando rugas e perdendo a visão, pois como somos seres dotados de grande vaidade, não nos conformaríamos de nos ver todos enrrugados!".
Sábia veia!
Um Feliz Natal a todos! Que vcs possam encontrar o que eu não encontro nessa data...e que 2009 seja um daqueles anos de perder o fôlego de tão bom!

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Ltda

Pois me surpreendi quando ontem, ao atravessar a rua, me senti feliz ao pisar na calçada...pisar na calçada me dá segurança, e ali sei que é o limiar entre eu e os perigosos veículos auto motores (tem hífen!?? - nem todos, claro, mas em sua maioria respeitam as calçadas). Fiquei pensando em todas as coisas que nos colocam limites e nos fazem sentir seguras ou não, felizes ou não, presas ou não.
Casualmente, estou em fase complicada no trabalho justamente pela falta de limite de algumas com algumas pessoas... me sentir segura no cordão da calçada foi apenas um click pra pensar sobre os limites que tenho me imposto ultimamente.
Andar de mãos dadas com alguém limita meu espaço mas me dá conforto... limite de chamar por alguém me deixa insegura mas com vontade de gritar... limite de ações como sacudir alguém me faz ter bom senso e fica mais calma. Pisar na calçada me faz sentir segura. Andar na grama molhada me faz sentir livre. Usar colar me faz sentir arrepios. Usar anel, especialmente na mão esquerda, me faz sorrir sozinha...
Limites, creio, são para, assim como o medo, aguçar e incentivar nosso instinto de sobrevivência. Sem medo as pessoas seriam suicidas em sua maioria. Sem limites, seríamos neuróticos atrás... de limites!
Dentro do meu perímetro me imponho limites. Acho que se convive bem com quem tem e aceita os dos outros. Havia um tempo que eu não sabia o que era isso – nem medo – mas hoje percebo que além de muito mal educada, eu corria risco de me perder de mim mesma. Hoje tenho limite.
E hoje sinto que este está esgotando-se, de várias formas. Véspera de Natal, véspera de férias, véspera de casamento. Esse texto devia se chamar “nós e nossas vésperas”, por que passamos em busca de limites e à espera de alguma coisa que os ultrapasse. Meu limite ta chegando na beira, e antes que eu transborde, eu aumento a margem dele.
Não sei até quando vou agüentar aumentar, mas na hora que a corda ceder, o barco correr, o rio passar e meu perímetro for pequeno pra tanta falta de limite e água, tenho medo de que uma tempestade em mim se forme levando tudo embora.Pessoas e minha sanidade.
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Mas fora isso, é véspera de casório e eu to feliz demais! =)

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Esqueleto pós-romance...


Pois quando abri o Orkut DELE e vi o recado da ex, meu batimento chegou a 548 mais ou menos. As mãos suaram, cheguei a tremer. Não, não de medo nem insegurança, mas de raiva. MUITA raiva. Daí, li, calmamente o texto que dizia: “Quer dizer que o babaloo vai casar !!! O nego veio hein!!!Não esquece de me mandar as fotos, quero ver todas.... To muito feliz por ti, tu merece ser muito feliz assim como eu to muito feliz aqui em Londres como o meu husband. Quando vai ser o casamento?” e fiquei com mais raiva. Daí, ensaiei uma resposta, comecei a ligar pra ele quando parei...parei!PAREI!!!
Por que diabos eu estava com tanta raiva? O que me levava a ter esse sentimento de querer esfolar a cara dela a porrada, quando na verdade eu tenho é que rir da displicente tentativa de ser “ingênua” e “amiga” de um cara que ela namorou 07 anos e o mais perto que chegou do altar foi em alguma missa de sétimo dia?
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Neste momento, me acalmei definitivamente.
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Por que será que a sombra da "EX" afeta tanto?
Será que é pela sombra dos momentos vividos que nunca teremos acesso? Será que é por sabermos que determinada época foi vivida, intensamente talvez, com alguém que não nós em um contexto diferente e que, DROGA, não temos como recuperar, viver, saber ou sentir!!?
Deve ser por posse, ciúme ou coceira nas mãos que não curtimos os "EX", seja quem for. É alguém que ocupou o nosso lugar durante um tempo que não estávamos lá pra nos defender e gritar que aquela pessoa era nossa, ora bolas!
Hoje fiquei com raiva da ex, mas sabem, no minuto seguinte que li o recado a palpitação da raiva passou e eu senti pena dela...07 anos, toda uma expectativa e absolutamente nenhuma chance de seguir o rumo. Daí ela se muda e em 5 meses casa, grita ao mundo que é super feliz mas ainda olha o Orkut dele toda semana e parabeniza pelo casamento. Isso pra mim se chama recalque. Isso se chama também insegurança. Eu também já fui ex, e também já fiz coisa parecida, de se mostrar presente pra ter a falsa sensação que despertará algum tipo de lembrança.
Tudo que causei foi riso, como os que dou agora.
...
***Queridaaa... vai ser feliz. ***