terça-feira, 4 de novembro de 2008

Edvard Munch

Talvez o mais desconcertante no silêncio seja a expectativa criada na espera de uma resposta. São milhares de sentimentos e idéias que passam em segundos na nossa cabeça, já imaginando uma reaçõ mais forte que a ação e então...o silêncio...o desconcertante silêncio...

Hoje contemplo o silêncio... descobri que coisas surpreendentes acontecem quando simplesmente não respondemos nada... ver a frustração na expressão alheia chega a corroer de frenezi um coração que chooooora por uma discussão, mas que acima de tudo, aprecia uma boa batalha. Principalmente de nervos...

De formas muito inusitadas, o silêncio se fez presente na minha vida e um belo dia descobri que não vivo sem ele. Eu simplesmente desisti de discutir por coisas que já estão desbotadas... Dei ao silêncio o lugar de ouro, no topo brilhante do meu coração. Me irritou? silêncio. Me chateou?silêncio. Espera de mim outra reação que não um esporro com todas as entonações possíveis? silêncio. O silêncio me cativou, conquistou em mim um lugar de honra, que me leva ao extase e me acaricia, me conforta, me adora...

E quando por fim não se tem mais o que fazer; quando por fim não se tem mais como segurar, quando a vontade e necessidade de responder se faz maior que qualquer outra coisa, quando a raiva corroe fazendo explodir os pensamentos, eu respondo um "aham..." por que, afinal, não sou de ferro...

2 comentários:

Euzinha disse...

aham...

Mari Schmidt disse...

Uiii, me arrepiei...
Fiquei com medo. De verdade!!!

Mas só pra lembrar....

Aham!!

Heheheheh