terça-feira, 25 de novembro de 2008

Reviravoltando-me...

Ter vivido muitas vidas em 27 anos me faz ter náuseas de lembranças e saudade infinitas. Saudade do tipo que corta, do tipo que machuca, do tipo que é até gostosa de lembrar só pra doer mais um pouquinho...e daí quando a gente enfia mais a faca e dói de verdade, a gente chora pra não sangrar... Essa semana, coisas assim aconteceram. Um pouco por conta do cansaço que de tanto passou de físico a espiritual...até meu espírito ta mal de cansaço. Um pouco por conta das mudanças de casa e estado civil. Mexer nas caixas faz velhas feridas doer. E de saudade vivo, e de saudade vou vivendo.
Saudade da Luana. O aniver é dia 31/12, não tem como esquecer.Saudade daquele olhão verde água e das risadas altas.
Saudade do meu primo.E daquele abração, do bom humor, das confissões, da cumplicidade.
Me lembro dos 16 e das festas e, caralho, que vontade...
Saudade da Andréa me chamado de girafa nariguda enquanto caminhávamos até a Sugar.
Saudade de muita coisa...e de muita gente...de muitos momentos...de cheiros e gostos...de sons...
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Mas a maior saudade que tenho é a saudade de mim. Que saudade que eu tenho da Réka! Da Reka que não recusava nenhuma festa, que não sabia (e não sabe) se enturmar, andar em público, que morre de medo de ser julgada, que fez 05 tatuagens em 01 ano. A Réka que não parava em casa, que fazia mil coisas, que tinha energia...que fazia e acontecia...
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Saudade de mim, pq de tudo que eu mostrava eu escondia mais da metade. E é daquela inocência camuflada que eu tenho saudade. Do tempo que o meu olhar brilhava por qualquer coisa e que o meu riso era fácil e doce como uma manhã de sol.
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Hoje vejo que viver muitas vidas em poucos 27 anos ás vezes não vale a pena. Não pela inocência perdida ou pelo riso que se tornou muito difícil, mas simplesmente por que depois de algum tempo, nada parece novo e o ostracismo se torna um grande inimigo.
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De todas as coisas que tenho saudade, a das coisas que desconheço ainda é a maior...
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Gato, tu mia no meu telhado desde sempre. A saudade de ti é areia de deserto... Te amo!

2 comentários:

Cami disse...

Também tenho 27 anos e essas saudades me povoam também.
Quanta saudade, quanta vontade de voltar no tempo, consertar algumas coisas, apagar outras, reviver outras tantas!!!
Haaaa mas o bom disso é que, embora os anos tenham passado, o bem querer andou esse tempo todo aqui do lado.
Ao menos dessa saudade sofrida até agora eu não tenho chorado.

Beijão.

Euzinha disse...

dos nossos 27, 12 estamos juntas, e por isso posso te garantir que não foi mudança o que aconteceu: foi evolução.
somos muito melhores hoje, mesmo cansadas do tempo, do que há 3, 4 ou 5 anos atrás, se é que tu me entende...